Outro Lugar (2007)

Linguagem que surge das dobras, esquinas, meio-fio. Cofre da gíria em curvas e retas. Palavras que, como um relâmpago, acendem, apagam, morrem na rua.

Salto, ondulações tão próprias deste Rio fundo que guarda o sacro, o terror, o verde e a malandragem. Repara nas cores abertas, escancarados sabores. E nas nuvens que se desatam, se cruzam e se olham sobre tudo o que passa.

Outro lugar no mesmo lugar.

“Outro lugar” tem uma  construção coreográfica marcada pela movimentação e arquitetura, que é tirada de seu local habitual e ganha autonomia própria.

A cada local, diferentes cenários, diferentes perspectivas. A não frontalidade na escrita desafia e  proporciona uma visão exclusiva para o expectador, que tem a escolha do seu campo de visão. A proximidade dos intérpretes com o público também modifica essa relação de percepção de quem observa. Abre-se assim um diferente canal para essa comunicação.