Ímpar (2010)

No espetáculo, uma história é criada. Cada um de seus personagens tem seus trajetos devidamente demarcados, e cada um ali se torna também responsável pelo momento do outro. Em ÍMPAR, os sete bailarinos passam por texturas de movimentos distintas, que são essenciais para identificar que tudo esta em constante transformação. Porém essa narrativa aparece fragmentada, dividida em 9 cenas, que foram embaralhadas e estão fora de sua ordem cronológica. Instaura-se assim um quebra-cabeça de movimento, onde o trabalho joga com a memória e a percepção do público.

 

A idéia é desmembrar os acontecimentos que são mostrados de ordem não cronológica. Forma-se então, um quebra-cabeça de cenas, onde ao longo do trabalho, aparecem todas as relações entre as si.

 

O nome "Impar" refere-se ao momento que é único e singular.

 

“A palavra Ímpar sempre me fascinou quando vem com a conotação de único. E esse momento se torna único, quando pensamos na grande importância de cada um desses instantes e o que cada milésimo de segundo de tempo transforma. O trabalho se constrói nesse lugar onde o momento é tão singular e significativo para o que se segue. Sabe quando você pensa que se tivesse uma outra opção, ou deixado de fazer determinada escolha, tudo seria diferente? ”- diz Neoral.

 

O momento que muda todo uma história. Quanto tempo dura um momento?

O fato que somos de determinada maneira, pelo fato de ter havido o conjunto de momentos anteriores que fizesse com o presente momento fosse dessa forma. Se ele tivesse sido alterado, todo o rumo da história se modifica.
O momento se torna IMPAR.